FOTOGRAFIA – PARA UNS TRABALHO, OUTROS JOB E PARA MUITOS ESTILO DE VIDA

Na fotografia, existem inúmeras categorias de fotógrafos: fotógrafo de guerra, de natureza, de cultura, de arte, de cotidiano, de esporte ou de eventos sociais.

Cada uma dessas categorias pode estar dentro das editorias de jornais, revistas ou portais, ou ainda no currículo de um fotógrafo freelance.

A fotografia ainda se divide como um instrumento profissional, um hobby ou um estilo de vida. “Como assim?”, você deve estar se perguntando. É simples: assim como muitas habilidades manuais – como a escrita, o artesanato e a música -, a fotografia se torna ou algo rentável para seus praticantes ou simplesmente um hobby para os momentos de lazer ou de tempo ocioso.fotografia_arte,trabalho,job (2)

Na fotografia funciona mais ou menos assim:

Aqui se enquadram aquelas pessoas que vivem da fotografia. São contratados de jornais, revistas, portais ou agências de notícias e os freelances que tentam vender suas fotos para essas agências ou diretamente para um veículo. O fotógrafo profissional pode ser:

o   O fotojornalista, que registra o que é de interesse coletivo, tornando a foto a notícia. Levando aquela máxima popular como verdade, uma imagem é capaz de falar mais do que mil palavras. E o fotógrafo tenta trabalhar com isso, fazendo do registro cotidiano a sua maneira de contar uma história ou denunciar um fato.

o   O fotógrafo de eventos. É aquele que é contratado para alguns jobs que retratam aqueles momentos sociais, como casamentos, formaturas ou festas de aniversário.

Esse tipo de fotógrafo está aliado a um cinegrafista, e tem um trabalho maior ao, normalmente, realizar a edição de imagens, retocando uma ou outra coisa e deixando a foto em preto-e-branco, colorida ou com efeitos e/ou filtros.fotografia_arte,trabalho,job (3)

  •  A fotografia como hobby

Assim como outras atividades manuais, a fotografia também pode nascer como um hobby. Existem muitos fotógrafos profissionais que, depois de anos brincando com uma câmera, resolveram se arriscar nesse mundo e se deram bem.

Alguns daqueles que tem a fotografia como hobby utilizam equipamentos profissionais e são autodidatas, utilizando a câmera como um “brinquedo” de gente grande. Eles gostam não só de registrar aqueles momentos em família como eventos e viagens, mas também fazem experimentações com alguns registros inusitados.

 

  • A fotografia como estilo de vida

Acredito que, nesta categoria, as coisas se encaixam: a profissão, o hobby e a paixão pela fotografia. Aqui, a pessoa busca trabalhar com a fotografia não como uma obrigação, mas como algo que a motiva a continuar sempre. Aqui ela se arrisca, investe, estuda, aprende, descobre e torna tudo mais divertido e grandioso.

É por essa paixão que a profissão como fotógrafo se torna tão desejada e invejada; as pessoas imaginam que o fotógrafo vive muitas aventuras e uma vida de luxo.

Mas é o contrário: um fotógrafo, normalmente, se adapta facilmente a alguns ambientes e gosta de viver experiências autênticas, tornando o registro repleto de histórias e vida.

 

Artifacts

Como você viu, a fotografia tem uma série de vertentes que a tornam não só um objeto de adoração universal, mas – profissionalmente falando – algo que a torna única e repleta de mitologias.

Veja, por exemplo, este projeto chamado Artifacts, realizado pelas fotógrafas Jody Surge e Kate LaRue para o Proof, um blog da National Geographic que mostra os bastidores da vida profissional. Elas tiram uma foto dos itens que os fotógrafos de campo carregam em suas bolsas e tem grande importância para eles:fotografia_arte,trabalho,job (5)

Bolsa

Os artefatos fazem parte da bolsa do fotógrafo Van Houtryve, que colocou tudo que carregava num lençol em seu apartamento em Paris. O cara leva:

  • 1. Certificado internacional de vacinação;
  • 2. Livreto auxiliar de memória a partir de uma turma de formação de ambientes hostis;
  • 3. Câmera de brinquedo;
  • 4. Impressora Polaroid PoGo;
  • 5. Cachecol khata branco;
  • 6. Capa de passaporte de couro da República da Kalmykia;
  • 7. Estatueta de Gandhi para inspiração e um boneco de brinquedo cordas que o faz lembrar de seu filho;
  • 8. Estatueta de porcelana de uma camponesa francesa;
  • 9. Estatueta de pano de uma mãe peruana e seu filho;
  • 10. Câmera digital Ricoh GXR montada com uma lente Leica 50 mm da década de 1950;
  • 11. Cartões de segurança de voo de algumas companhias aéreas duvidosas;
  • 12. Câmera digital Leica M, com uma lente de 35mm;
  • 13. Cartão de imprensa NGM e um cartão com o nome da sua agência de fotografia;
  • 14. Isqueiro Mao Zedong;
  • 15. Rosário de madeira;
  • 16. Pulseira de prata de Nepal;
  • 17. Pulseira Santeria vermelha e branca de Cuba;
  • 18. Dois cadernos Moleskin.

 

[button style=’blue’ url=’http://proof.nationalgeographic.com/2013/11/01/artifacts-photographer-tomas-van-houtryve’ target=’_blank’]Você  pode  conferir  o  artigo  na  íntegra  clicando  aqui:[/button]

 

Alto poder de fogo

Como você pode ver, a fotografia é, além do seu estigma como arte, um instrumento capaz de trabalhar com a memória. É a fotografia que denuncia, que emociona ou que desperta sensações como saudade.

Aquela pessoa que trabalha ou se envolve com a fotografia não se torna só mais um profissional: se torna uma pessoa capaz de trazer as melhores lembranças à tona e fazer história.fotografia_arte,trabalho,job (6)

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