Teoria HDR – você sabe como funciona esta técnica incrível e como usar?

A teoria hdr ou fotografia HDR (High Dinamic Range ou, em tradução literal, Alto Alcance Dinâmico) começou a se popularizar pelo visual único que ela traz às imagens. Como o nome diz, ela cria uma supersaturação de cores de um determinado cenário, resultando em uma imagem única e que valoriza as belezas e detalhes de um lugar. Dá uma olhadinha em algumas:

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Normalmente, se utiliza a fotografia HDR com cenários e paisagens naturais e que não são mutáveis, já que é preciso fazer 3 fotos com diferentes tempos de exposição para conseguir alcançar esses detalhes.

Fazer uma fotografia HDR não é muito difícil – mas também não é simples. A gente vai te mostrar um pouco como isso funciona mas, assim como em toda a fotografia, vai ser preciso muito treino (e talvez um aprofundamento) para você conseguir resultados positivos e de qualidade. Vamos começar?

AFINAL, O QUE É HDR?

Como dissemos, HDR significa High Dynamic Range, que pode ser traduzido como Alto Alcance Dinâmico. O alcance dinâmico é a quantidade de luz que existe em diferentes intensidades no meio natural, e que só o olho humano é capaz de perceber. A câmera consegue registrar essa luz a partir do modo como programamos o tempo de exposição ao tirarmos uma foto, não pegando todos os detalhes.

A técnica HDR – usada há muito tempo, inclusive com as câmeras analógicas – possibilita a captura desses detalhes e torna o trabalho mais rico, mas menos natural, como veremos mais adiante.

Com a digitalização da fotografia, essa técnica ganha força pela facilidade com que se pode desenvolver o trabalho e chegar ao resultado final – afinal, se com o filme a gente precisava pensar 3 vezes antes de tirar uma foto, com a câmera digital é possível ir “errando” até aprimorar o nosso olhar fotográfico.

COMO FUNCIONA ESSA TÉCNICA?

Bom, antes de tudo, você vai precisar de três coisas para poder fazer uma fotografia em HDR:

  • Uma câmera com regulagem manual de velocidade (e, se possível, a função AEB);
  • Tripé;
  • Uma paisagem fixa ou algum outro assunto que não se mova.

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Para fazer a fotografia, é preciso tirar pelo menos 3 fotos com exposições diferentes da cena, utilizar um programa específico (como o Photomatix ou o Photoshop) para juntar essas imagens e depois fazer alguns ajustes na imagem final. Sim, essa técnica envolve a manipulação das imagens, mas de uma maneira “natural”.

“O que isso quer dizer?”, você deve estar se perguntando. Existem dois tipos de manipulação: aquela em que você modifica a imagem recortando ou retocando elementos da imagem (como, por exemplo, quando você tira uma ruga ou mancha de uma modelo pelo Photoshop); e aquela em que você edita a imagem, alterando cores, brilho ou contraste para chegar a um resultado que, às vezes, você não conseguiu.

Por exemplo, se você quer representar uma determinada luz e você não conseguiu ajustar direito o tempo de exposição, uma edição leve – só alterando o brilho ou contraste da imagem – pode te ajudar a chegar no resultado final desejado.

O HDR é diferente porque já é considerado uma técnica da fotografia e ele busca explorar os detalhes do cenário que às vezes se perde com a escolha que fazemos para a realização de uma fotografia.

Uma outra dica é fotografar no formato RAW, já que a edição se torna bem mais fácil com a imagem salva dessa maneira.

Bom, a partir das fotos realizadas, as imagens são unidas por algum programa ou aplicativo, e, depois de alguma edição, o produto final estará pronto. A imagem que você consegue possui muito mais informação luminosa, o que pode criar fotos bem interessantes e diferentes. Um pequeno lago se torna muito mais do que isso; um castelo no meio de montanhas ganha ares épicos e únicos.

ONDE USAR E NÃO USAR O HDR

Li um artigo sobre o HDR e achei legal separar uma informação que eles passaram sobre o uso do HDR. Todos os lugares que fotografamos nos deparamos com sombras e luzes. Como nem sempre perdemos detalhes, às vezes o HDR nem é necessário.

Esse artigo comentava que não é legal de fazer uma fotografia HDR quando temos uma cena com uma variação pequena de sombra e luz. Usando uma exposição normal pode trazer bons resultados.

Já a situação ideal para fazermos uma fotografia HDR é quando temos cenas de alta variação de luminosidade. Um exemplo é quando fotografamos ao ar livre, com o céu bem aberto e claro. A partir daí, temos que decidir se o assunto da fotografia será o céu ou o restante da cena, modificando o tempo de exposição – e, logicamente, o resultado final da imagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O HDR é uma técnica bem legal para alguns momentos. A sensibilidade de cores e sombras que se pode obter com ela torna uma fotografia muito mais do que um registro, mas uma espécie de obra de arte. Por isso, vale a pena aprender e brincar com essa técnica. Boas fotos!

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Este post tem 3 comentários

  1. Olá, vi que falou sobre função AEB mas não explicou, então vou ajudar com a definição…

    Para quem tem dúvida sobre ‘Função AEB’ aí está a resposta…

    Automatic Exposure Bracketing

    Faz-se três fotos uma subexposta, outra com o indicado pelo fotômetro como “correta” e uma superexposta.

    Valeu….

  2. Fiz a inscrição, confirmei através do link enviado para meu email, mas nada de e-book!

    1. Olá caro leitor, não sei o que está acontecendo de errado, mas quando aparece esta mensagem no e-mail é só clicar em ”clique aqui para confirmar a sua inscrição” daí outra página será aberta com um link para fazer download do e-book, abre uma página com o conteúdo em pdf.

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